Reabilitação paliativa
Terapia ocupacional e interprofissionalidade
Organizador(es): Cristiane Aparecida Gomes-Ferraz, Gabriela Rezende, Marysia Prado De Carlo
Autor(es): Aide Mitie Kudo, Alessandra Rischiteli Bragança Silva, Amanda Mota Pacciulio Sposito, Amirah Adnan Salman, Aristela de Freitas Zanona, Caio Fábio Schlechta Portella, Claudinéa Dizaró Arantes, Cristiane Aparecida Gomes-Ferraz, Cássia Adriana Dalbosco, Daniel Cezar da Cruz, Danielle Brito-Rodrigues, Edgar Ianhez Júnior, Ernani Costa Mendes, Fernando Cesar Iwamoto Marcucci, Gabriel Morais Xavier dos Santos, Gabriela Rezende, Grazielle Keile Xavier, Ingrid Giovanna Ferreira Imbroinisi Bacon, Janaína Santos Nascimento, Jaqueline Basilio Lupi, Juliana Carla Delsim, Jéssica Mortimer Antunes, Larissa Bombarda Dias, Luís Fernando Rodrigues, Manoela Gianini Luiz, Manuela Samir Maciel Salman, Maria Carolyna F. Batista Arbex, Maria Denise Pessoa Silva, Maria Fernanda Babirato da Mata Tiezzi, Maria Izaura Sedoguti Scudeler Agnollitto, Maria Júlia da Cruz Souza, Maria das Graças Mota Cruz de Assis Figueiredo, Mariana Lopes Borges, Mariana Oliveira Leite Silva, Mario Lozano-Lozano, Marysia Prado De Carlo, Miryam Bonadiu Pelosi, Nereida Kilza da Costa Lima, Rafaella Louzada de Aquino, Rebecca Tiberini, Rita de Cássia Quaglio, Rodolfo Moraes Silva, Tamyris dos Santos Gonçalves, Walkyria de Almeida Santos
O medo da morte, das doenças limitadoras da vida e da velhice é também o medo do declínio funcional, da perda da autonomia, da dependência, do isolamento. Os profissionais de saúde são preparados científica e tecnicamente para manter a vida e adiar a morte, mas não para compreender e respeitar as vontades e necessidades das pessoas que enfrentam a finitude. Assim, em geral, as formas de assistência são desprovidas de sentido e não conseguem evitar nem minimizar o sofrimento. Então, como garantir a autonomia e a independência mesmo diante da possibilidade da morte?
Enquanto a reabilitação tradicional foca na recuperação funcional e na promoção da independência, e os cuidados paliativos priorizam o alívio do sofrimento e o bem-estar integral, a reabilitação paliativa une essas perspectivas para oferecer intervenções personalizadas que preservem as funções física, emocional, social e espiritual do paciente pelo maior tempo possível, respeitando suas metas e necessidades individuais. Essa abordagem reconhece que, mesmo em condições irreversíveis, é possível promover autonomia, conforto e dignidade, envolvendo tanto o paciente quanto sua família no processo de cuidado.
Destinado a profissionais e estudantes das áreas da saúde e de humanidades — sobretudo terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, psicólogos e capelães —, este livro vem cobrir uma lacuna há muito aberta na esfera acadêmica, principalmente no contexto da recente promulgação da portaria que instituiu a Política Nacional de Cuidados Paliativos.


